quarta-feira, 17 de abril de 2013

Pai Coragem


Pai coragem
O nome dele é Manuel Condez. Ele tem 60 anos. É ex-bancário e, agora, jornalista. Sim, porque, durante os últimos quatro anos, ele frequentou a Universidade São Judas como acompanhante do filho Marco Aurélio, de 26 anos, que teve paralisia cerebral.
As limitações do filho que tem braços, mãos e pernas atrofiados, se locomove de cadeira de rodas e fala com dificuldade não intimidaram Manuel. Ele acompanhou o filho em todas as aulas, anotou as lições, auxiliou na hora das provas escrevendo no papel aquilo que Marco soprava. Era os braços e as mãos do filho. Impressionou a todos na universidade por seu empenho. Tanto que, no dia da formatura, Marco recebeu o diploma e Manuel uma placa de honra ao mérito.
Quem teve a honra de estudar na mesma classe da dupla conta que a parceria dos dois vai muito além do que se pode imaginar. É como se o pai fosse a extensão do filho, como o próprio Marco costuma dizer. Todos são unânimes em dizer que pai e filho ainda vão longe juntos. As dificuldades não os paralisam. As necessidades especiais do jovem são encaradas com naturalidade.
Em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo” Manuel disse uma frase que resume esse amor em palavras. "Nossa família está unida para tentar ajudar o Marco a quebrar outras barreiras". É isso. Obstáculos não são nada para quem acredita e tem força de vontade. Só um estímulo a mais.
Escrevi esse texto no domingo, 7 de abril, dia do jornalista. Sendo assim, tenho ainda mais motivos para parabenizar meu novo colega de profissão. E aproveito para parabenizar esse pai maravilhoso. Exemplo de determinação, coragem e cheio de amor no coração. Que bom seria se mais pessoas fossem assim.
Beijos,
Pati
Créditos da matéria:
Patricia Maldonado
http://br.mulher.yahoo.com/
(Foto: Thinkstock)

Veralinda Menezes


Quem é Veralinda Menezes?

Veralinda Menezes é uma menina que nasceu Vera Lúcia Mancilha na cidade de Porto Alegre em uma família de 8 irmãos, e que sonhava que quando crescesse iria ser rica como suas colegas de colégio.
Como assim?

É que eu era bolsista da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e estudava (durante o antigo ginásio) no Colégio Ruy Barbosa, uma escola de elite da comunidade israelita porto-alegrense, no tradicional Bairro Bonfim (Bonfa). Por ser de família pobre acreditava que todos que estavam lá eram muito ricos. Eu gostava demais de ir à casa dos meus colegas. Filava o almoço, olhava tudo com atenção e sempre perguntava: como é que vocês têm esse apartamento, essa casa com piscina? Quem comprou? Da onde vem o dinheiro pra comprar essas roupas? E então fui descobrindo que a maioria deles recebeu seus bens da própria família. Uns eram donos de empresas e outros eram profissionais de sucesso, como médicos, advogados e engenheiros. Foi quando descobri que para ser um profissional de sucesso tinha que estudar bastante e fazer um tipo de teste chamado vestibular. E estudar mais ainda.
Aí pensei: dinheiro de família não tenho; pra ter empresa precisa ser muito rico, mas estudar bastante eu posso. Eu já precisava estudar muito para manter a bolsa de estudos, senão a perderia. Eu já era uma apaixonada pelos estudos e sempre me destacava na escola e então resolvi me dedicar mais ainda.
Era uma das melhores alunas do Colégio Ruy Barbosa. Sentava sozinha o mês inteiro, mas nos dias de prova meus colegas chegavam cedo pra disputar o lugar ao meu lado, e eu dava cola toda feliz e orgulhosa. No curso técnico em Contabilidade da ACM -Associação Cristã de Moços fazia parte do grupo dos CDF , e na PUC/RS, me formei em 2º. lugar no curso de Bacharelado em Ciências Contábeis. Depois fiz dois concursos públicos de nível superior e passei nos dois. Assim, finalmente, tinha atingido meu objetivo.

O que você tirou de importante desta fase do colégio, convivendo com pessoas tão diferentes e qual o reflexo disso?

Achei super mega importante na minha vida essa convivência com pessoas de um nível social elevado, porque eu estava em contato quotidiano com um mundo diferente do meu, onde havia melhores condições , e acho que isso foi o que impulsionou a minha vida.
Era um mundo real e possível. Ou seja, querer ser como eles e saber que através do estudo poderia chegar lá foi determinante na minha trajetória.
É um dos motivos que me levam a defender as quotas e os sistemas de bolsas de estudo, porque possibilitam que pessoas de níveis sociais diferentes possam conviver e aprender muito uns com os outros.

Religião e Família

Você acredita em Deus? Qual é a sua crença?

Acredito em Deus e acho que ele não faz nada por ti se tu não fizeres também. Creio que temos vários caminhos que nos levam a ele como a Umbanda, que era religião da minha mãe, a Católica onde fui batizada, a Evangélica, onde frequentava a escolinha dominical e a Messiânica, onde frequento hoje para receber Johrei.

Fale sobre a sua família

Meus 04 filhos e minha neta são a paixão da minha vida: a Sheron e a Schena (que adotou o nome artístico de Sol), o Drayson e o Draiton (que me deu a minha neta Manuela) . Amo demais! Eu sempre brinco dizendo que tenho 03 filhos artistas e 01 normal, que é da área da informática.

Hoje metade da família mora no Rio de Janeiro (os artistas) a outra parte mora em Porto Alegre (RS)

Além da Sheron, quem são os artistas?

Drayson Menezzes e a Sol Menezzes (pseudônimo da Schena) Quando a Sheron começou a se envolver com arte, os outros irmãos também começaram. A Sol começou a modelar aos 05 anos e aos 8 já estava estudando teatro. Hoje cursa graduação em teatro na Universidade da Cidade, no Rio de Janeiro. O Drayson Menezzes começou já pelos 12 anos. Ele começou estudando teatro, e depois passou pra dança e pra música. Estudou um pouco de capoeira e se encontrou no Hip Hop, chegando a participar de festivais.
Mas ele sempre foi muito ligado a música . Compõe e tem uma voz belíssima, grave. É o típico ator para musicais, que canta, dança e interpreta. Está concluindo a graduação em teatro e deve se formar neste ano. Desde que chegou no RJ tem participado de peças teatrais e também trabalhado como modelo em campanhas publicitárias.

Eles pretendem fazer televisão, como a irmã?


Ambos tem feito testes, e recentemente fizeram participações na TV Globo. O Drayson esteve na novela Cheias de Charme e a Sol no especial de Natal “Doce de Mãe”, com a Fernanda Montenegro.

Literatura e Arte

Você chegou a exercer a profissão para a qual se formou? E como foi que a arte entrou em sua vida?

Exerci sim… Trabalhei por mais de 35 anos! Quando criança fui doméstica, adolescente trabalhei no comércio, e depois de formada trabalhei como assessora de empresas, contadora, perita e auditora. Mas acho que o corpo da gente tem uma tomada que desliga para corrigir a nossa rota. Há algum tempo tive um problema de saúde que me afastou das minhas atividades profissionais, e que até hoje me impede de exercê-las na sua plenitude. Sofri bastante, me afastei do mundo, não queria mais viver. Até que o dia em que escutei uma chamada no rádio para um concurso de novos escritores. Achei a ideia interessante. Percebi que a história que eu contava pra Sheron quando criança se encaixava no Edital.

Procurei mais informações e então coloquei no papel o conto de fadas Princesa Violeta e enviei para o concurso. Não ganhei, mas a vontade de ver a obra publicada me deu um novo ânimo e despertou a artista que jazia em mim.
Começamos a buscar editoras para publicar Princesa Violeta e paralelamente a isso algumas professoras começaram a me pedir para ir nas escolas contar essa história. O que me deixava muito feliz. Nessa caminhada conheci pessoalmente o g rande ator Milton Gonçalves e a nossa maravilhosa Zezé Motta, que se apaixonaram pela história do livro, que ainda era um protótipo, e se engajaram na caminhada para torná-lo realidade.

Em 2008, ainda sem alguma editora que mostrasse interesse na publicação, a Sheron topou bancar a primeira edição(independente). O lançamento foi bolado de um forma diferente: como contação de história, dramatizada e cantada, durante o festival de teatro “Porto Verão Alegre”. Foi o maior sucesso! E assim, junto com o livro nasceu o projeto Contando e Cantando Princesa Violeta.
 livro já está na terceira edição, publicado pela Editora dos Príncipes Negros.

Hoje Princesa Violeta já andou por vários lugares no país como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Feira do Livro de Porto Alegre, Universidade Zumbi dos Palmares, Mesas Educadoras da Unesco, Casa de Cultura Mário Quintana de Porto Alegre, Biblioteca …….na Bahia.

Aqui no Rio de Janeiro além do lançamento que a Sheron e seus amigos artistas promoveram na antiga Livraria Letras e Expressões, tive a alegria de conhecer a Stella Maris Cermento que promoveu o lançamento de Princesa Violeta na Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, da Biblioteca de Manguinhos entre outras.

Quando foi que você achou que Princesa Violeta era uma obra que faria a diferença na vida das pessoas?

Primeiramente pela alegria e o estranhamento da minha filha, a Sheron, por se ver retratada na história que eu contava pra ela. E quando o Milton Gonçalves me disse que havia gostado da obra, colocou o protótipo debaixo do braço e se empenhou pessoalmente em mostra-la a outras pessoas e a tentar ajudar na busca de uma editora, quase não acreditei. E quando a Zezé se juntou a nós, fazendo o prefácio do livro, pra mim foi a glória.

Acho que toda vez que eu conto a história e vejo o brilho nos olhos das crianças, que se veem retratados na obra ou quando eles apontam e dizem, ó tia, parece meu, pai… parece minha mãe.. É quando as pessoas me revelam que por terem olhos ou cabelos escuros ou crespos não se viam retratados nos contos de fadas.

Um outro momento especial pra mim foi quando durante uma visita que fiz a Globo com a Sheron, o Lázaro Ramos elogiou meu livro dizendo que o havia conhecido na Livraria Kitabu, RJ, quando fora escolher uns livros para a festa de aniversário do filhinho dele e da Taís, e que o havia comprado. E no mesmo dia a Camila Pitanga me “cobrou” um exemplar pra filhota dela… Então pensei: realmente estou no caminho certo. A Minha obra conseguiu cativar as pessoas.

Outras publicações além de Princesa Violeta?

Sim, já foi lançado na Feira do Livro de Porto Alegre o livro escrito em homenagem a minha caçula A Sol Menezes, pela Editora Príncipes Negros o livro: Lilindda, minha amiga Rosinha.
Que conta a história de uma menina que está conhecendo seu primeiro amor, e nessa caminhada, divide seus segredos com uma amiguinha imaginária Rosinha, uma anja negra.
Ele retrata a nova classe média brasileira, além das referências afro-brasileiras como a capoeira e o hip hop.
Tenho mais três livros escritos, aguardando publicação… mas isso é uma outra história

O Musical

“PRINCESA VIOLETA O CONTO DE FADAS QUE MUDOU O MUNDO MÁGICO”
Hoje, além do livro, temos 14 músicas de minha autoria (letra e melodia), que foram compostas especialmente para contar a história da Princesa Violeta, que ainda nesse ano, se Deus quiser, vai virar um grande musical.
O projeto está enquadrado na Lei Rouanet, já tem número de Pronac e também já saiu a publicação no Diário Oficial da União, para quem estiver interessado em patrocinar, o contato é principesnegros@gmail.com. Nosso site do musical ainda está em elaboração, mas o do livro é www.princesavioleta.com.br.

Além da Sheron, que outros artistas estão no elenco?

Nosso querido Milton Gonçalves, como o grande Gênio Solemar, o avô da Princesa Violeta, o maravilhoso Rafael Zulu como o Príncipe Encantado, o talentosíssimo Sérgio Menezes como o valente e apaixonado Songai, entre outros artistas que ainda serão selecionados, sob a batuta do nosso amigo o diretor Luiz Antonio Pilar.

Na parte musical já contamos com a parceria do nosso querido Altay Velozo e do produtor musical Léo Guimarães.

Pelo elenco pode- se dizer que é um espetáculo negro?

Claro que não! Senão teríamos que dizer que os demais espetáculos, onde são poucos ou inexistentes os atores negros, são espetáculos brancos!

Quanto ao elenco e aos personagens há um equilíbrio entre brancos e negros. Queremos fazer um grande musical, dirigido a toda a sociedade, a arte pela arte, um espetáculo para todas as famílias! O fato de haver mais personagens ou atores negros do que usualmente se vê no teatro brasileiro não carimba o espetáculo com essa ou aquela cor. Ademais, o conto de fadas é uma temática universal, pois fala direto ao coração de toda a família. A única classificação que cabe ao musical é se é infantil, adulto ou livre.

Precisamos muito disso, de atores e personagens negros em histórias universais, que falem de sonhos, de cotidiano, seus dramas e suas comédias…

Resuma Princesa Violeta?

É um conto de fadas que conta a história de uma belíssima princesa, que vive feliz em um reino muito rico, até o dia em que descobre que seu pai preferia ter um filho homem. A história é focada no desejo da Princesa Violeta em mostrar ao seu pai o valor das mulheres.

Serviço: O Livro está a venda a venda nas livrarias Saraiva, Livraria Cultura, Livraria Kitabu, e pelo site www.princesavioleta.com.br

Créditos da matéria acima:
por Ruth Lopes | 29/03/2013
http://www.mulhernegraecia.com.br/


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Universidade Afro-Brasileira


Primeira reitora negra assume a Universidade Afro-Brasileira
A pedagoga Nilma Lino Gomes é a primeira mulher negra a ser empossada no cargo de reitor de uma universidade federal brasileira. Nilma tomou posse como reitora pro tempore da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) na tarde desta segunda-feira, 1º de abril. Ela assume o cargo deixado pelo novo secretário da educação superior do MEC, Paulo Speller.
A Unilab iniciou as atividades acadêmicas em 2011 com cinco cursos, e no ano seguinte já ofertava 1.010 matrículas. Com sede em Redenção, Ceará, a universidade a tem como objetivo – além do ensino superior, pesquisa e extensão – formar recursos humanos para contribuir com a integração entre o Brasil e os demais países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os países africanos, e promover o desenvolvimento regional e o intercâmbio cultural, científico e educacional.
De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a Unilab atua como porta da África no Brasil, um espaço de promoção das relações entre brasileiros e africanos. “A universidade vai trazer a cultura, a história da África, a música, a arte a ciência”, disse Mercadante.
Nilma Lino Gomes é graduada em pedagogia e mestre em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fez doutorado em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado em sociologia pela Universidade de Coimbra, em Portugal. A reitora atuou como professora do Departamento de Administração Escolar da Faculdade de Educação da UFMG e coordenadora-geral do Programa Ações Afirmativas na UFMG e do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas (NERA). Entre 2004 e 2006, presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e desde 2010 integra a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, onde participa da comissão técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos afro-brasileiros.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Rainha Nzinga Mbande


Nzinga Mbande: conheça a história da rainha quilombola de Angola

Nzinga Mbande: conheça a história da Rainha quilombola de Angola
O secretário de Estado da Cultura de Angola, Cornélio Caley, afirmou em Luanda, que a rainha negra Nzinga Mbande foi uma das figuras mais importantes para o país e um verdadeiro mito na memória dos afro-descendentes.
O ministro fez esta afirmação quando procedia a abertura do colóquio sobre a rainha, organizado pela Unesco com o apoio do Ministério da Cultura de Angola. 
Para o também historiador, estes afro-descendentes, a todo momento, pensavam que a rainha viria para salvá-los da opressão, pelo que foi assim invocada e cantada na calada da noite.
“Hoje Nzinga Mbande continua a ser invocada na literatura, na história, no teatro, enfim, em todas as actividades acadêmicas”, asseverou.
Segundo alguns investigadores, Nzinga Mbande teria aprendido com o seu pai, Ngola Kiluanje (rei do Ndongo), a arte de governar, assim que atingiu a maturidade, num momento em que os portugueses tentavam, a todo custo, adquirir mão-de-obra escrava e barata nas terras de Nzinga.
“A rainha Nzinga Mbande aparece na cena política com o lema de resistência e procurou, por todos os meios, lidar com o inimigo em pé de igualdade, recorrendo a astúcia possível, criando alianças ora com o Congo, ora com os holandeses. Converteu-se ao catolicismo com o fim de abrandar a ira do inimigo, pois queria assim uma espécie de uma aliança tácita”, indicou.
Nzinga tornou-se principal aliada dos escravos fugidos, promovendo-os para cargos de destaque na hierarquia militar.
Deste modo, disse Cornélio Caley, ela foi ao encontro dos desprotegidos, libertando-os da ganância daqueles que os queriam vender a qualquer preço, lançando assim para a posteridade a causa pela defesa do ego nacional e levantando o punho da liberdade da nação do Ndongo.
Episódio ilustre
Um episódio revela bem as qualidades de Nzinga, conhecida também como Rainha Ginga. Quando ela se apresentou como embaixatriz em Luanda, o governador a recebeu numa sala onde havia apenas uma cadeira e uma almofada. O governador oferece-lhe a almofada, o que Nzinga recusa por ofender a sua dignidade real e senta-se no corpo ajoelhado de um dos acompanhantes da sua corte, eliminando a posição de inferioridade que sutilmente lhe era oferecida pelo governador.
Quando a audiência terminou, a escrava estava na mesma posição.
A rainha despertou o interesse dos iluministas como a criação de um romance inspirado nos seus feitos (Castilhon, 1769) e citação na Histoire Universelle (1765). Obteve vitórias e uma relativa paz até morrer aos 82 anos de idade.
De tão famosa em Angola, a rainha já foi homegeada no carnaval do Rio de Janeiro pela escola de samba Unidos de Vila Isabel. Em um enredo sobre o país, a carnavalesca Rosa Magalhães destacou que apesar de Nzinga ter um harém com mais de 200 homens, ela foi uma das mulheres mais respeitadas na história do país africano.

terça-feira, 26 de março de 2013

Oficina Comunicação pela Tradição Viva


Oficinas de Cultura e Tradição Africana, envolvendo a Cultura da Oralidade, Capoeira, Samba de Umbigada e Ritmos, serão ministradas pelo Mestre Renato.
Renato Oliveira Soares é Mestre de Capoeira e Artesão na construção de tambores, berimbau e outros instrumentos tradicionais.
As oficinas acontecerão nas segundas e quartas, das 15h às 17h nas dependências do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, durante quatro meses, a partir do mês de fevereiro.
Em cada dia da semana será abordada uma das formas de comunicação. Através de inscrições, que poderão ser para um ou dois dias (segunda, ou quarta, ou segunda e quarta).
Público participante: As oficinas serão abertas à comunidade com numero máximo de 30 participantes.
Informações: inscricoeshipolito@gmail.com

Disque Racismo


A Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal (Sepir/DF) lançou na última quarta-feira, 20 de março, o Disque Racismo. O serviço público vai receber, acolher e acompanhar denúncias de caráter discriminatório étnico-raciais ocorridas no DF, além de oferecer assistências psicológica e jurídica às vítimas. O número é o 156, que já está funcionando.
Inédito no Brasil, o Disque Racismo é um serviço de proteção aos direitos das populações negra, indígena, quilombola, cigana e ribeirinha, e de zelo e manutenção das religiões de matrizes africanas.
Segundo o secretário da Sepir, Viridiano Custódio Negrito, “os negros e pardos correspondem a 54% da população do DF. Com a iniciativa, o Distrito Federal se torna a primeira unidade da federação livre do racismo”.
Para o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, a iniciativa “servirá de mecanismo de articulação de políticas e diretrizes da promoção da igualdade e direitos”. Agnelo disse ainda que Brasília não tem espaço para o racismo “queremos tolerância zero ao racismo e a qualquer discriminação. Brasília é um lugar que agrega todos os povos do Brasil”.

Segundo a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do governo federal, Luiza Bairros, “a existência do Disque Racismo é uma afirmação do GDF para a população negra do DF de que nós temos direitos nessa sociedade e nós temos e podemos fazer valer esses direitos.”

Tags: 156, denuncia, denuncias, destaque, DF, Disque racismo, Distrito Federal, racismo, racista

Hair Brasil

" Ministério da Industria e Comércio apoia iniciativa da Antab e do Circuito Internacional de Negócios Brasil-África e confirma participação no Seminário de Cooperação Brasil-África na Hair Brasil"


A 12ª Feira Hair Brasil, será sede do 1º Seminário Internacional de Cooperação e Investimentos Brasil-África nos setores de beleza, cosméticos e moda.
Evento idealizado e coordenado pela Associação Nacional do Turismo Afro Brasileiro (ANTAB) em parceria com o Circuito Internacional do Afro  Negocio , terá sua realização no dia 06 de Abril das 14 ás 16 horas com a participação do Ministério do Desenvolvimento Industria e Comércio Exterior, do Ministério das Relações Exteriores, da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial do Gabinete da Presidência da República, além de representações diplomaticas do países africanos com embaixadas no Brasil.
O objetivo do evento é mostra o potencial do continente africano, como opção para empresas brasileiras do setor que tenham interesse em exportar produtos. Outro aspecto importante do seminário será o lançamento do projeto AFRO NEGÓCIO BRASIL -EMPREENDEDOR ,o roteiro de turismo de negócios e cultura " Minas Gerais-Bahia-Espirito Santo ", as feiras Expo Beleza Show , Expo Saúde e Expo Afro Fashion Show ( feira direcionada para negócios do setor de cosméticos Brasil-
África )  no espaço do Sebrae Nacional.

O Vice Consul de Angola, senhor José Maria Alves Fernandes estará destacando realizando palestra sobre ANGOLA, também a Câmara de Comércio Afro-Brasileira terá no seu presidente Senhor Abel Domigos seu representante como palestrante.
Além destas personalidades, também farão palestra no evento, o empresário Angelo Freitas - Diretor Presidente da marca Onduladus, o senhor Iesser Lauar - Vice Presidente da Fecomercio de Minas Gerais e o Senhor Francisco Henrique Silvino - Presidente da Antab e Coordenador do Circuito do afro Negócio.
Em 2010 foi realizado pela Antab, o primeiro encontro envolvendo Brasil e África para discutir ações de viabilidade e facilitação para empresas, micro empresas e empreendedores brasileiros junto ao mercado africano, com a participação do Consul Geral da África do Sul senhor Ysuf Omar, representantes da Nigéria, Cabo Verde e Guiné Bissaú.


Fonte Paulo Cesar
Assessor de Imprensa da ANTAB

Modelos protestam contra o estilista Ronaldo Fraga na Av.Paulista

Em protesto ao estilista Ronaldo Fraga, que utilizou durante o desfile na São Paulo Fashion Week perucas e apliques de palha de aço,  modelos negras desfilaram nesta segunda-feira (25), na Avenida Paulista, em São Paulo.

Nesta segunda, durante o protesto, as modelos desfilaram na calçada da Avenida Paulista. O evento A ação, organizada por uma agência de modelos negras, trouxe mulheres usando a palha de aço como tecido nas roupas e, na cabeça, panos coloridos.

O grupo contesta as perucas idealizadas por Fraga em parceria com o maquiador Marcos Costa. Elas se tornaram alvo de um debate sobre racismo, que ganhou dimensão nas redes sociais. Em entrevista na ocasião, Fraga disse que sua proposta não foi entendida. “Quando acordei e vem essa acusação de racismo, eu pensei: gente, o que aconteceu, que mundo é esse?”

O estilista negou que tenha ficado frustrado, mas afirma que jamais pensou na associação da palha de aço com a questão racial. O material remete às antenas dos aparelhos de televisão, que antigamente recebiam bolinhas de bombril em suas pontas para melhorar a imagem da transmissão dos jogos de futebol.

(Fonte: G1)



segunda-feira, 25 de março de 2013

Verdade sobre a Ditadura Militar


1º de abril
Conheça a VERDADE sobre a Ditadura Militar e o golpe praticado contra a Democracia em 31 de março de 1964.
Dia 1º de abril de 2013 – segunda-feira, às 19h
Auditório da FACENSA – Faculdade Cenecista Nossa Senhora dos Anjos
Avenida José Loureiro da Silva, 1991 – Centro – Gravataí
Entrada gratuita e atividades para crianças
O que foi a “Revolução” pregada pelos adeptos do Regime Militar? Como viveram aqueles momentos do golpe as pessoas que defendiam a justiça social, a democracia e os direitos humanos? Que Operação Condor foi essa que torturou, provocou mortes e o desaparecimento de “gente subversiva” no país? Por que tantos dados continuam sigilosos?
A sociedade não estaria, agora, merecendo um resgate histórico para dizer “Golpe Nunca Mais?”
São questionamentos que merecem uma resposta. Afinal, temos direito à memória e à verdade. Por isso, a comunidade é convidada para o encontro que vai abordar “DIREITOS HUMANOS, MEMÓRIA E JUSTIÇA”, com a exibição do documentário Com Dor, tratando do período dos anos de chumbo vividos entre 1964 e 1985.
O evento contará com a presença especial da professora e cineasta Giancarla Brunetto, especialista em Direitos Humanos (Ufrgs) e Escola Superior do Ministério Público da União. A palestrante convidada é idealizadora do projeto Minutos de Silêncio e produz curtas-metragens de temas ligados à educação e aos direitos humanos, com diversas premiações.
Apoio: FACENSA
Promoção: Cúpula dos Povos do Vale do Gravataí

domingo, 24 de março de 2013

Um Omelete no Travesseiro


Um omelete no travesseiro
O acordo entre as lideranças partidárias que deu de bandeja ao Partido Social Cristão a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara possibilitou ao país assistir a um movimento inédito: um presidente de claras inclinações racistas e homofóbicas ser eleito representante das minorias sobre as quais nutre um desprezo declarado.
O pastor Marco Feliciano foi autor de diversas declarações públicas, puramente racistas e homofóbicas, que reproduzem o ódio e a intolerância aos LGBTs e aos negros. “A AIDS é o câncer gay”; “a maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas (...) (...) a África é um continente amaldiçoado”; são algumas das pérolas de seu pensamento. Tão logo seu nome foi aventado, multiplicaram-se reações contrárias à sua indicação. Não obstante, foi eleito com 11 votos a favor e apenas um branco. Terá agora, oficialmente, a chance de combater por dentro o que chama de privilégio de uma minoria rude e barulhenta. Uma minoria cujas bandeiras ele reluta em reconhecer como legítimas.
Ainda que se tenha de respeitar e conviver com o pensamento divergente, não há como não reconhecer que a sua eleição representa um paradoxo, uma inadequação, para não dizer um absurdo retrocesso. Os dias de hoje produzem uma sensação de urgência e favorecem tendências fundamentalistas, mas isso também, inegavelmente, prejudica dramaticamente o discernimento e a tolerância para debater visões diferentes e a pessoa do pastor Feliciano, por tudo o que ele disse e por tudo o que dele se disse, certamente não conduzirá a Comissão de Direitos Humanos e Minorias a um bom debate. O que se esperar de quem discrimina minorias discriminadas que bem ou mal agora formalmente as representa; ou o que se esperar de quem a partir de agora será o responsável por receber e encaminhar investigações de abusos que hoje evita reconhecer a gravidade.
Para além da indignação com a eleição, é preciso entender que isso não ocorreu por acaso. A distribuição do comando das comissões segue o tamanho da bancada de cada legenda; cada líder partidário escolhe quais comissões a sigla deve presidir. A Comissão de Direitos Humanos foi a penúltima a ser escolhida pelos líderes partidários; ou seja, outras 19 comissões eram consideradas mais importantes. Dias antes fomos brindados com a escolha de Calheiros para a presidência do Senado, ele mesmo que renunciou em 2007 diante de denúncias de corrupção; agora, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias é entregue a um inacreditável pastor Feliciano, um sujeito incapaz de compreender sua própria inadequação. Algo como um omelete no travesseiro (BAUMANN – algo completamente fora do lugar). Isso demonstra a absoluta falta de sintonia do parlamento com a lucidez e indica mais uma vez, que as mudanças e os avanços esperados, de lá é que não virão.
Mauro Borba
Diretor de Direitos Humanos da AJURIS

FONTE: Artigo do diretor de Direitos Humanos da AJURIS,
Mauro Borba, publicado na edição de hoje (22/3) do jornal O Sul.