quinta-feira, 21 de março de 2013

Povo Negro


Secretária-adjunta do Povo Negro alinha políticas em Brasília
Secretário Luciano Marco Antônio e secretária-adjunta Elisete Moretto
A secretária-adjunta do Povo Negro, Elisete Moretto, da Secretara Municipal de Direitos Humanos, estará nesta quinta-feira, 21, em Brasília, onde participa de evento em comemoração aos dez anos de criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Também participam do evento a presidente Dilma, a titular da pasta, Luiza Helena de Bairros, e autoridades internacionais, como o embaixador da África do Sul no Brasil, Mperakama Mbete. A solenidade será realizada às 10h, na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santos.

Posteriormente, a secretária terá duas agendas a cumprir, uma na Fundação Cultural Palmares, com a procuradora Ludmila Rolim Gomes de Farias e a chefe de Gabinete, Marta Rosa, para tratar de parcerias e alinhar políticas públicas para o segmento negro de Porto Alegre com o governo federal. A outra agenda será às 14h30, na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, onde Elisete deverá apresentar os projetos de Porto Alegre e estabelecer parcerias com o ministério. No final da tarde, a secretária-adjunta do Povo Negro participará do lançamento da 3ª Conferência da Promoção da Igualdade Racial.

"Todas as ações que estamos implementando visam ao resgate de políticas de promoção da igualdade racial, num programa amplo e nacional afinado com as diretrizes do governo federal", afirma Elisete. Para o secretário Luciano Marcantônio, a iniciativa vem ao encontro das aspirações do segmento negro na Capital e responde às solicitações do prefeito José Fortunati no sentido de uma política integrada que leve melhor qualidade de vida a todos.

Negro é Lindo


Negro é lindo, seu cabelo é lindo, sua pele é linda, sua história de luta e de resistência é linda. Mas, sua beleza e valor só são conhecidos pelos negros/negras e quase negros porque há um grupo maravilhoso que faz barulho há muito tempo, um grupo pequeno, se considerarmos o quantitativo. São negros e negras em movimento e o movimento negro que lutam desde que o primeiro africano veio "ralar" para os portugueses que "descobriram" o Brasil. A luta era e é para que tenhamos amor, carinho e respeito pelos nossos traços ancestrais. É duro, não é uma tarefa nada fácil, ainda mais quando temos a eterna comparação dos traços do negro/negra com o exotismo do animal ou de coisas. Lembram da propaganda do Bombril Assolan, entre outras coisas, que depreciam a humanidade do ser negro.

Agora é a vez da moda que reinventa a moda de como sempre revisitar os estereótipos sobre o negro e suas características. Fica difícil uma criança negra ou quase negra deixar seus cachos naturais, aprender a lidar com ele, amá-lo e cuidar dele com carinho se a mídia, a sociedade diz que seu cabelo é tão bom que dá para limpar panelas. É uma perversidade... convenhamos...

Cabelo bombril: penteado feito com palha de aço é aposta inusitada

Dividindo espaço com grampos e sprays fixadores, na bancada do backstage do desfile de Ronaldo Fraga, um material inusitado: palha de aço. Em uma homenagem aos negros à chegada do futebol no Brasil, o beauty artist Marcos Costa criou um penteado usando uma faixa do utensílio metalizado. Essa servia como uma tiara na cabeça das modelos, presa com grampos extratégicos envolvendo os fios presos em um coque baixo. "O susposto cabelo ruim é na verdade uma escultura em potencial", disse. 

Representando a alegria do esporte, Marcos apostou em batons coloridos (algumas modelos ganharam laranja, enquanto outras usaram rosa - todos os produtos eram da Natura). Para completar, uma pele com base leve finalizada com pó bronze nas maçãs do rosto. 



Leia a crítica do Blog de Hernani Francisco da Silva:

O que acontece com eles, que resolveram ser "legais" para com os negros.
Já não é a primeira vez que sob pretexto de prestigiar algo relacionado ao negro e a sua cultura. Racistas velados ou mau informados, frutos de uma sociedade com análises racistas, tenta nos "homenagear". Por certo, que a próxima falar será "foi um mal entendido, era uma homenagem. Eu não sabia que ia ofender..."

Fazer analogia do bombril com o cabelo negro, é nos remeter a uma situação racista e constrangedora. Onde o negro tem seu núcleo básico de força abalado, ou seja: AUTO-ESTIMA, que foi e é alvo desde sempre de várias investidas racistas, na tentativa de inferiorizar a raça negra.

"Só que não", a ação de Ronaldo Fraga, é um racismo camuflado na moda Brasil, e não passará desapercebido. Cabendo ao movimento negro, o incomodo as autoridades para retirada e pedidos público de desculpa, por este gesto que ofende nossa dignidade.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Combate ao Racismo


Dia Nacional de Combate ao Racismo reforça a luta


Em 2011, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmava, no site do Ministério da Saúde, que o preconceito racial ainda é uma realidade no Brasil e isso se reflete em todos os setores do País, inclusive na área da saúde. Por esta razão, neste Dia Nacional de Combate ao Racismo, o Ministério da Saúde reforça a importância do combate à discriminação para melhorar o acesso à saúde dentro do Sistema Único de Saúde. 

Para o ministro Alexandre Padilha é necessário acabar com esse tipo de preconceito entre os profissionais da rede pública. "Os preconceitos que existem são preconceitos que estão arraigados na forma como a instituição se organiza, como o serviço se organiza, como os profissionais foram formados, a cultura institucional da própria instituição. Nós queremos envolver os secretários estaduais e municipais em uma campanha permanente de combate do racismo institucional nos serviços públicos e privados de saúde", ressalta Padilha. 

Na ocasião da entrevista, a, então, diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa do Ministério da Saúde (DAGEP/MS), Julia Roland, a comunidade negra merecia uma atenção especial do Governo Federal para diminuir os episódios de discriminação racial no SUS, reconhecendo o 
preconceito dentro da rede pública de saúde. 

"Uma das lutas que o Ministério da Saúde vem fazendo é exatamente no sentido de procurar implementar políticas para tratar de forma diferenciada aquelas parcelas da população que sofrem mais desigualdade, entre elas, a população negra. Tem que ter uma abordagem diferenciada para melhorar suas condições de saúde”, acredita a diretora. 

Como uma das estratégias desenvolvidas no Programa de Enfrentamento ao Racismo Institucional no SUS foi, em 2011, a assinatura de um acordo para adesão à campanha "Igualdade Racial é Pra Valer", entre o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros.

Fonte: www.portal.saude.gov.b

Oficinas de Cultura e Tradição Africana


Oficinas de Cultura e Tradição Africana, envolvendo a Cultura da Oralidade, Capoeira, Samba de Umbigada e Ritmos, serão ministradas pelo Mestre Renato.
Renato Oliveira Soares é Mestre de Capoeira e Artesão na construção de tambores, berimbau e outros instrumentos tradicionais.
As oficinas acontecerão nas segundas e quartas, das 15h às 17h nas dependências do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, durante quatro meses, a partir de 1° de abril.
Em cada dia da semana será abordada uma das formas de comunicação. A participação se dará mediante inscrições, com valores correspondentes para um ou dois dias (segunda, ou quarta, ou segunda e quarta).
Mensalidade:
Duas vezes na semana
R$ 100,00 público em geral R$ 80,00 estudantes
Uma vez na semana
R$ 50,00 público em geral R$ 40,00 estudantes
Para pagamento do valor total do curso há desconto de 20%
R$ 320 público em geral R$ 260,00 estudantes

As oficinas comportarão o numero máximo de 30 participantes.
Informações e inscrições: inscricoeshipolito@gmail.com

O Adeus a Emílio Santiago


Emílio Santiago nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de dezembro de 1946. Apesar de ser formado pela Faculdade Nacional de Direito, a música sempre falou mais alto em sua vida. No ínicio, foi influenciado por cantores como Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto e Anísio Silva. Depois, deixou-se levar pela bossa nova e a voz e violão do ícone João Gilberto.
Ainda na faculdade, começou a cantar em festivais e participou do programa de calouros A Grande Chance, apresentado por Flávio Cavalcanti, que o levou a gravar o primeiro compacto: Transas de Amor. Em 1975, gravou seu primeiro disco, intitulado Emílio Santiago, que o levou a ser conhecido nacionalmente. Em 1982, venceu o festival MPB Shell, da TV Globo, cantando Pelo Amor de Deus.
Chegou a cantar em diversos bares e casas noturnas no Rio de Janeiro e em São Paulo e, em 1985, foi escolhido como melhor intérprete no Festival dos Festivais, da TV Globo. Três anos depois, recebeu o convite de Roberto Menescal e Heleno Oliveira para fazer o primeiro disco da série Aquarela Brasileira, releitura de músicas clássicas da cultura brasileira. O projeto de sete discos foi um sucesso imediato e a série ultrapassou a marca de quatro milhões de cópias vendidas.
Apresentou-se na Europa e nos Estados Unidos e chegou a ser comparado a Johnny Mathis pelo crítico Stephen Holden, do New York Times, que o viu certa vez en um show no Ballroom, em Nova York. Em 2000, assinou com a Sony Music e gravou Bossa Nova, uma grande regravação de clássicos do gênero.

O cantor morreu aos 66 anos, às 6h30 desta quarta-feira (20), no Rio de Janeiro. Ele estava internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Samaritano, no bairro de Botafogo, devido a complicações causadas por um AVC (Acidente Vascular Cerebral). 

O cantor havia sido internado no hospital no dia 7 de março, com um quadro de AVC isquêmico.

terça-feira, 19 de março de 2013

Parlamento e Racismo na Mídia


Debate marca lançamento da publicação Parlamento e Racismo na Mídia
A análise, fruto da parceria do Inesc e da ANDI, traça um retrato apurado da maneira como as redações de diversas regiões brasileiras acompanham o envolvimento dos/as parlamentares na pauta específica da questão racial.
Na próxima quarta-feira, 20/3, a partir das 8h30, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e a Frente Parlamentar pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas realizam café da manhã para lançar a publicação “Parlamento e Racismo na Mídia”. O evento acontecerá no restaurante do Anexo IV da Câmara dos Deputados, que fica no 10º andar.
O café da manhã reunirá um público composto por representantes da sociedade civil que defendem a igualdade, acadêmicos, parlamentares e integrantes da mídia. A publicação foi realizada pelo Inesc e a pesquisa que a originou foi desenvolvida pela Andi: Comunicação e Direitos. O objetivo da análise é traçar o retrato apurado da maneira como as redações de veículos de diversas regiões brasileiras acompanham o envolvimento dos/as parlamentares na pauta específica da questão racial.
O cenário da falta de representação do/a negro/a no parlamento já é desolador. Embora representem mais de 50% da população brasileira, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, os/as negros/as são minoria no Parlamento brasileiro, representando menos de 10% do total de parlamentares. De acordo com levantamento realizado pela União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), dos/as 513 deputados/as federais, somente 43 se reconhecem como negros/as. Dos/as 81 senadores/as, apenas dois são negros/as.
Se por um lado existe uma ausência dos negros/as no legislativo, a pesquisa demonstra também a dificuldade da mídia em tratar o tema racismo. Mais da metade dos 401 textos analisados (56,1%) não menciona o conceito de racismo. As notícias afastam-se do debate histórico, filosófico, sociológico e antropológico sobre o fenômeno, ainda que abordem mecanismos de combate ao racismo (tais como cotas e legislação na área).
Embora parte significativa das notícias (35,4%) admita a existência do racismo, a grande maioria (83,4%) do noticiário trata de maneira geral a questão da igualdade/desigualdade racial, o que não é o mesmo que tratar de racismo.
Debate do Café da Manhã
Durante o evento, será realizado um debate sobre o texto a ser lançado com a presença dos autores do estudo e especialistas sobre o tema. José Antonio Moroni, membro do colegiado de gestão do Inesc; Veet Vivarta, secretário executivo da Andi: comunicação e direitos; Luiz Alberto, deputado do PT/BA; e Cleidiana Ramos, jornalista do A Tarde, da Bahia serão os debatedores.
Fonte:http://www.inesc.org.br/

sexta-feira, 15 de março de 2013

Lanceiros Negros


No mês de fevereiro o Gaaa esteve em visita a Cidade de Piratini 
para resgatar a história dos Lanceiros Negros, além de fechar parceria com  a prefeitura de Piratini.
Estiveram reunidos o Coordenador Executivo da Rede GAAA  o Sr. Gilberto Manoel Soares, o Prefeito Sr. Vilso Agnelo da Silva Gomes, o representante da Associação Supre Vida de Pelotas, Professor Ricardo Candiota,a Coordenadora Educacional do GAAA, Sra. Suzana C. C. Coustódio e o Secretario da Cultura de Piratini, Sr. Sérgio Moacir Rodrigues de Castro, agradecemos ao Prefeito  pela acolhida.

quinta-feira, 7 de março de 2013