terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Natal da Vila - Comunidade que faz um Mundo Melhor

O Grupo de Ação Afirmativa Afrodescendente vem convidar a Sociedade Civil a participar do evento de Natal na Comunidade Vila Barracão.
Cronograma de Ação dia 14/12/13 na Vila Barracão.
10 h - Torneio de futebol de salão
14.30 – Encerramento do torneio
17 h – Assinatura convênio entre a Secretaria de Esporte do município de Porto Alegre e o Grupo de Arte Dança e expressão do Negro GADEN – GAAA.
17.30 Distribuição de lanches e bolo para as crianças.
18 h - 2ª Chegada do Papai Noel na Vila Barracão
- Entrega de brinquedos as crianças da comunidade.
19 h - Samba pra valer
- Fala dos convidados
21 h – Encerramento

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Uma Professora Lutando por Direitos Domésticos

Babá brasileira virou professora universitária e luta por direitos dos domésticos nos EUA
DEPOIMENTO A
JOANA CUNHA
DE NOVA YORK
Há 20 anos, a brasileira Natalicia Tracy desembarcou nos EUA acompanhada de um casal de médicos, também brasileiros, que a contrataram para ser babá por um período de dois anos, enquanto eles realizariam pesquisas em um hospital de Boston.
Ela pretendia aproveitar a oportunidade para ir à escola, aprender inglês e, assim, procurar um novo emprego quando voltasse. Porém, foi impedida de estudar, de falar com a família e submetida a condições degradantes. Hoje, ela é ativista, diretora do Centro do Imigrante Brasileiro em Massachusetts e Connecticut e uma das lideranças na ampliação dos direitos dos trabalhadores domésticos no país. Leia o depoimento dela:
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Eu entrei nos Estados Unidos há 20 anos com documentação em dia: tinha um visto pelo contrato de babá para cuidar da criança de um casal de médicos brasileiros, que veio morar aqui para desenvolver pesquisas em um hospital em Boston.
Quando ainda estávamos no Brasil, eles me prometeram que eu poderia estudar, conhecer a cultura americana e aprender inglês, que era o que eu mais queria, porque eu só tinha estudados até a oitava série.
Viajei cheia de expectativas, mas não foi isso o que aconteceu quando cheguei.
Além de cuidar da criança de três anos, fiquei responsável por todo o trabalho doméstico: cozinhar, lavar e passar. Isso acontecia de segunda a segunda, sem folga.
Não me deixaram ir para a escola. E logo tiveram uma segunda criança, o que aumentou o meu trabalho e acabou com o meu sonho de estudar inglês.
No começo, me deram um quarto, mas depois, como recebiam muita visita, me colocaram para dormir em um colchão no chão da varanda.
O local era protegido apenas por um vidro bem fininho, e quando chegou o inverno, eu tinha que cobrir o chão com jornais e usava o aquecedor portátil.
Fiquei doente e tive uma reação alérgica por causa de um produto para limpar o tapete. Não me levaram ao médico, mas permitiam que eu usasse o restante do produto de inalação da criança.
Comida, me davam só quando sobrava. Caso contrário, eu tinha de comprar.
Mas eu só podia escolher um sanduíche de US$ 1,00 no McDonald's porque o meu salário era de US$ 25 semanais.
Pegaram o meu passaporte dizendo que iam renovar o meu visto de trabalho, mas nunca renovaram. Eu fiquei ilegal nos Estados Unidos.
Quando eu pedia para estudar, a mãe dizia que eu era ingrata e que qualquer pessoa na minha situação beijaria o chão onde ela pisasse por ter me dado a oportunidade de estar em um país de primeiro mundo.
O pior de tudo foi terem me impedido de me comunicar com a minha família no Brasil. Diziam que o telefone era muito caro e não permitiam que eu colocasse meu nome na caixa de correio da casa deles. Naquela época, o carteiro não deixava as correspondências se o nome não estivesse na lista.
Dois anos se passaram e, quando chegou a hora de eles voltarem ao Brasil, eu pedi para ficar no país.
Quando eu andava na rua, sem saber falar inglês com ninguém, pensava até que seria melhor se um carro me atropelasse. Então, aprendi algumas palavras com um pequeno dicionário que eu trouxe na bagagem.
Achei no jornal de anúncios um emprego de babá para uma família americana. Eles me deram quarto, roupas novas, me pagaram o transporte para eu ir à escola e não aceitaram a minha oferta para trabalhar de graça. O meu salário era de US$ 100 por semana.
Fui para a faculdade, me casei com um americano, fiz mestrado e estou terminando o meu doutorado em sociologia na Boston University. Conheci a comunidade brasileira e me envolvi com o centro de imigração.
Hoje, sou professora na University of Massachusetts Boston e diretora-executiva do Centro do Imigrante Brasileiro em Massachusetts e Connecticut.
Em parceria com outras organizações, lutamos para ampliar os direitos dos trabalhadores domésticos nos Estados, uma questão sensível para a comunidade brasileira.
Muitos trabalham por hora na limpeza doméstica, mas os direitos são pouco reconhecidos nesses contratos. Me engajei nisso por causa da minha própria existência.
A gente que vem de família mais simples está muito acostumado a respeitar autoridade. Eu sabia que eu era invisível para eles, mas não questionava.

Hoje, depois de estudar, eu compreendi que o que os meus patrões brasileiros fizeram comigo naquela época foi tráfico humano.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

José do Patrocínio

Outro negro que se destacou àquela época foi José do Patrocínio. Nascido em 1853, filho de um padre e de uma escrava que vendia frutas, começou a vida como servente de pedreiro e conseguiu formar-se em farmácia. Posteriormente, descobriu a vocação de jornalista e abraçou a profissão na qual viria a se destacar, defendendo a causa da abolição.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Jovens - São Francisco do Conde - BA

GAAA - BA


Ta ai o primeiro encontro do GAAA com jovens da cidade de São Francisco do Conde. Onde foi discutido projetos voltados para o segmento negro e jovens de São Francisco do Conde

Lider Abolicionista - Luís Gama

Luís Gama, negro de origem humilde, filho de uma quitandeira africana liberta com um fidalgo português, conseguiu ascender socialmente e chegou a se tornar um dos mais importantes líderes abolicionistas. Nasceu livre em 1830, mas o pai o vendera posteriormente como escravo. Conseguiu fugir da casa do senhor para quem trabalhava e adquiriu a liberdade. Foi poeta, jornalista, advogado e um dos líderes do Partido Republicano Paulista.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

André Rebouças

André Rebouças


Sobre o filho do Conselheiro, André Rebouças, existe a pitoresca história em que durante um baile na Corte, à época Imperial, Dom Pedro II chamou a Princesa Isabel e pediu que esta dançasse com o mulato Rebouças, para mostrar a todos que a cor não o impedia de participar do convívio com a realeza e com a alta sociedade.

SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Conselheiro Antônio Rebouças

A título exemplificativo, poderíamos citar a ascensão do Conselheiro Antônio Rebouças, filho de uma escrava liberta com um alfaiate português, nascido na Bahia em 1798, Rebouças tornou-se grande especialista no direito civil, foi várias vezes deputado pela província da Bahia, Conselheiro do Imperador Pedro I e advogado do Conselho de Estado. E três dos seus irmãos também se destacaram: José Pereira estudou música em Paris e em Bolonha e garantiu a vaga de maestro da Orquestra do Teatro em Salvador.Outro irmão, Manoel Maurício, formou-se em medicina na Europa, chegando a ocupar cadeira na Escola de Medicina de Salvador.

sábado, 21 de setembro de 2013

NEGROS NO IMPÉRIO BRASILEIRO

Também no Império, por sua vez, havia um grande número de mulatos que ocuparam cargos importantes, seja como membros do Gabinete Imperial, seja como Senadores, juízes ou deputados. A Guarda Nacional, um dos maiores ícones da elite, era formada inclusive por pretos, e muito antes da formação da Guarda, o negro Henrique Dias já havia sido agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem de Cristo e com o título de “Governador dos Crioulos, Pretos e Mulatos”, pela notável participação na Batalha dos Montes Guararapes.
                                     Governador dos Crioulos, Pretos e Mulatos, Henrique Dias

A estrutura social brasileira era extremamente maleável, garantiu a muitos negros, mesmo na época do Brasil Colônia ou do Império, em que vigente o sistema escravocrata, a possibilidade de alcançar postos de destaque. Pode-se afirmar que o negro livre já possuía um status social definido, antes mesmo da abolição da escravatura, situação impensável nos Estados Unidos, onde os negros livres eram incitados a sair do estado e, muitas vezes, até a deixar o país.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sawabona

Cultura Afro-Brasileira - Nosso Patrimônio

                              Representação dos 12 Orixás mais cultuados no Rio Grande do Sul:
 Bará, Xangô, Iansã, Oxalá, Pai Cleon de Oxalá, Oxum, Cosmes, Ogum, Odé e Otim, Obá, Ossanha e Xapanã.
Encontro, que também pretende chamar atenção para o cumprimento da Lei 10.639/2003 faz parte do projeto “Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira: Nosso Patrimônio”
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 2012 apontaram que o Rio Grande do Sul é o estado do Brasil com o maior percentual de pessoas que se dizem adeptas de religiões afro-brasileiras, cerca de 1,6% da população. O número, que pode gerar estranheza, é explicado quando se analisa a formação histórica do estado, que recebeu imigrantes de vários países e emigrantes de outras regiões brasileiras, dando origem a um intenso sincretismo religioso.
Para estimular o combate à invisibilidade do assunto, a Fundação Cultural Palmares – MinC (FCP) em parceria com a Coordenação do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, promove no próximo dia 25 de setembro, às 14h, no auditório da Faculdade Monteiro Lobato, em Porto Alegre, a palestra “Manifestações afro-gaúchas e a dinamização das culturas negras”, que será ministrada por Jessé Oliveira, fundador e diretor do Grupo Caixa-Preta .
O evento, que integra o projeto “Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira: Nosso Patrimônio” e é organizado pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC) da FCP, também visa chamar a atenção para o cumprimento da Lei 10.639/2003,que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas redes públicas e particulares da educação.
Tradições Afro-gaúchas – De acordo com o palestrante Jessé Oliveira o evento apresentará um panorama da relação entre a arte e a cultura gaúcha e as tradições afro-gaúchas, que desafiam a opinião comum e tornam o Rio Grande do Sul o estado com o maior número de terreiros de matriz africana do país, por exemplo.
Ainda segundo Jessé, a palestra é uma oportunidade de divulgar a produção cultural afro-brasileira no Sul, uma vez que os estados da região Nordeste têm muito mais visibilidade quando o tema é esse. “Nós temos hoje um mercado para cultura afro-brasileira que foge do campo musical”, explica ele. “Como o teatro e a literatura negra estão mais pujantes, por exemplo, ganha-se uma vitrine para demonstrar outras forças da cultura negra que não têm tanto espaço em outros estados”, analisa.
A palestra “Manifestações afro-gaúchas e a dinamização das culturas negras” é aberto a , estudantes, professores, jornalistas, pesquisadores, gestores públicos, agentes culturais e demais interessados nas culturas negras. Para se inscrever, basta enviar um e-mail à secretaria do Sindicato ( secretaria@jornalistasrs.org).
Coleção Conheça Mais – Com o objetivo de atender à demanda de material didático na área de cultura afro-brasileira, de acordo com a Lei nº 10.639/2003, as palestras do Ciclo resultarão na publicação de livros da “Coleção Conheça Mais”, que já discutiu temas como: Ações afirmativas, Candomblé, Umbanda, Quimbanda, Capoeira, Gastronomia afro-brasileira, O negro nos meios de comunicação, Estatuto da Igualdade Racial e Quilombos.
De acordo com Rosane Borges, coordenadora do CNIRC, as obras devem ser distribuídas nas escolas e bibliotecas brasileiras a fim de oferecer aos estudantes, conteúdos do patrimônio cultural afro-brasileiro que trazem à pauta a construção coletiva historicamente vivenciada por descendentes de negros e negras do continente considerado berço da humanidade, de uma forma concisa e contextualizada.
“A publicação tem um papel didático-pedagógico muito interessante que registra esse momento de dialogo e se torna referência para pesquisas, estudos e reflexões não só nas cidades contempladas, mas também para todo Brasil”, garantiu.
Para as publicações que serão apresentadas em 2014, a idéia é apresentar novos temas que vão compor a série. “A gente reedita o discurso a partir daquilo que é mais novo mais contemporâneo”, afirmou Rosane.
As próximas cidades a receberem o Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira: Nosso Patrimônio são: Espírito Santo (23 de outubro); Goiânia (08 de novembro) e Recife (26 de novembro).
Serviço
Palestra “Manifestações afro-gaúchas e a dinamização das culturas negras”
Data: 25/09/2013
Hora: 14h às 18h
Local: Auditório da Faculdade Monteiro Lobato (Rua dos Andradas, 1180, Porto Alegre)
Mais informações: Com Mara Santos pelos telefones: (51) 3228-8146; 3226-0669 / 1735